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Sargento Júlio, tenente Lopes e Rogério Rodrigues

Recentemente, logo após a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, quando uma barragem de exploração de minério rompeu e matou mais de uma centena de pessoas, governos pelo Brasil começaram a se preocupar com o problema em seus estados. Foi o caso também aqui de Goiás.

Foi anunciada a criação de uma força tarefa com a informação de que há em Goiás mais de nove mil barragens, algumas de minério e que a maioria não tem outorga, que é a autorização para funcionar. A força tarefa conta com Comando de Policiamento Ambiental da Polícia Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Meio Ambiente.

A primeira providência foi a determinação de inspeção em todas, para apurar a situação de cada uma. Tanto do ponto de vista legal, quanto de estrutura.

O Corpo de Bombeiros de Morrinhos recebeu instrução para fazer um levantamento de como estão as condições das barragens no município e região. Começando pelas barragens de pequeno porte, passando pelas de médio, até as pequenas represas em propriedades rurais.

Nossa reportagem falou sobre o assunto com o tenente Lopes e com o sargento Júlio, do Corpo de Bombeiros; e também com Rogério Rodrigues, fiscal da Prefeitura de Morrinhos e responsável pelo trabalho da Defesa Civil no município.

No município, a maior barragem é a chamada represa da Engopa, mas a vistoria começou pela usina do Rochedo, que é a maior em nossa região. Tenente Lopes confirmou que os barramentos feitos com concreto são mais seguros que os de terra comprimida. Sargento Júlio confirmou que a parede de contenção da represa do Rochedo tem uma parte de concreto, mas também uma parte de terra comprimida.

Barragem da Usina do Rochedo

Segundo eles, é feito inicialmente um levantamento, principalmente do que há abaixo das barragens e que consequências um rompimento poderia proporcionar. O outro aspecto fiscalizado é da condição de cada barragem, o que só um engenheiro especializado pode atestar. A tarefa da equipe morrinhense é visitar tudo e passar adiante para a força tarefa, um relatório, para ver a necessidade de técnicos inspecionarem algum local. Eles não sabem ainda quanto tempo esse trabalho deles deve demorar.

Rogério Rodrigues disse que a Secretaria de Agricultura do Município já catalogou pelo menos três mil propriedades rurais em Morrinhos e que a maioria delas conta com represa, mas não soube estimar um número, mas que isso será feito agora. Disse que de uma forma geral, pelas inspeções que a Defesa Civil de Morrinhos faz, não há nenhum perigo iminente. Indagado sobre o rompimento de um pedaço de margem no asfalto logo ao lado do Lago Recanto das Araras, a Prefeitura já olhou o local e agiu preventivamente, descartando a possibilidade de perigo para a barragem do lago.

Margem da rodovia que liga Morrinhos a Caldas Novas. Barranco levado pelas chuvas

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