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O governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou sua estratégia no Congresso ao anunciar por meio de seu líder na Câmara, deputado major Vitor Hugo (PSL-GO), que as negociações serão feitas com partidos – e não apenas com frentes parlamentares, tática adotada durante a transição e nomeação de ministros.

Após a 1ª reunião entre líderes de partidos na Câmara nesta 4ª feira (6.fev.2019), Vitor Hugo declarou que “nunca houve a intenção de não conversar com os partidos”. “Houve durante a campanha teses de que o governo não negociaria, não trataria ou não conversaria com os partidos, que seria feito pelas frentes parlamentares ou dos grupos temáticos, o que é lógico que não vai acontecer”, disse.

“O próprio regimento, a Constituição, as leis dão a legitimidade para os partido políticos. E o governo vai prestigiar os líderes”, afirmou.

A declaração do deputado ocorre 1 dia depois de ter convocado uma 1ª reunião sob seu comando para os partidos da base de apoio ao governo no Congresso. O encontro foi esvaziado e realizado de maneira informal por conta das ausências.

Deputados dizem que o encontro serve de termômetro para indicar que o governo ainda precisará se empenhar na articulação com o novo Congresso, principalmente no debate sobre a reforma da Previdência. A presença do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, também foi cobrada por parte dos presentes.

“O presidente da República tem 7 legislaturas, é 1 eterno parlamentar. Ele tem a total compreensão dos partidos políticos e de modo particular dos líderes, que são eleitos pelos seus pares”, disse Vitor Hugo.

Sobre a Previdência, o deputado informou que ainda não foi discutido se a reforma da Previdência será apensada ao projeto apresentado pelo governo de Michel Temer ou será apresentada como 1 novo texto e, assim, precisará passar novamente pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) antes de ir a plenário. O mínimo de votos necessários para a reforma passar, por ser emenda constitucional, é 308.

O líder na Câmara disse que o governo aceitará os embates da oposição e espera que aconteçam de forma cordial. “Temos certeza do aperfeiçoamento do texto que será enviado para cá a partir do embate legítimo com a oposição”, disse o deputado goiano.

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