Grupo caminhou com moradores da cidade da Grande São Paulo em torno da escola onde dois assassinos atacaram estudantes e funcionárias. Massacre causou 10 mortes.
Alunos e professores da Escola Estadual Raul Brasil e moradores de Suzano, na Grande São Paulo, fizeram um ato nesta sexta-feira (15) em homenagem às vítimas do massacre que deixou 10 mortos na quarta-feira.
O grupo caminhou pelas ruas em volta da escola segurando cartazes de pesar e solidariedade. Eles penduraram faixas na porta da escola, deixaram flores e acenderam velas. De mãos dadas, eles deram a volta nos muros do colégio simulando um abraço.
As aulas no Raul Brasil não retomaram desde o massacre, e vários alunos ainda não haviam estado de volta na escola.
Nos cartazes, mensagens para amigos do colégio e para as duas funcionárias assassinadas, a coordenadora pedagógica Marilena Umezu e a inspetora Eliana Regina de Oliveira Xavier.
Ataque
Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil na manhã de quarta-feira e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.
Após os ataques, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região, tio de um dos assassinos.
Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio. A polícia diz que os dois tinham um “pacto” segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Ainda não se sabe a motivação do massacre.
Nesta sexta, um adolescente também ex-aluno da Raul Brasil começou a ser ouvido pelo promotor da Vara da Infância e Juventude do Fórum de Suzano.
Na quinta-feira, o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, afirmou que tinha pedido à Justiça a apreensão do jovem após ele ter sido apontado como terceira pessoa ligada ao massacre.