Jornal do Peninha

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Justiça condena grupo que extorquiu R$ 2 milhões de padre Robson de Oliveira

Afipe diz que dinheiro já foi recuperado

Um grupo de cinco pessoas foi condenado por extorsão ao padre Robson de Oliveira, de Trindade, por pedir mais de R$ 2 milhões para que não fossem divulgadas imagens e mensagens eletrônicas que envolveriam a vida pessoal, amorosa e profissional do religioso. A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Goiás.

A condenação foi do juiz Ricardo Prata e envolve Welton Ferreira Nunes Júnior a 16 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão e 51 dias-multa; Túlio Cezar Pereira Guimarães a 15 anos e 6 meses de reclusão e 46 dias-multa; Lidina Alves de Bessa a 13 anos, 3 meses e 10 dias de reclusão e 36 dias-multa; Elivaldo Monteiro de Araújo a 8 anos e 8 meses de reclusão e 20 dias-multa, e Deusmar Gonçalves de Bessa a 9 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão e 23 dias-multa.
De acordo com o MP-GO, o padre Robson transferiu R$ 2 milhões das contas da Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe) para as contas bancárias indicadas pelos réus. Também foram realizados pagamentos de quantias que variaram de R$ 50 mil a R$ 700 mil, em espécie.
As extorsões tiveram início em março de 2017. Em nota encaminhada à imprensa, a Afipe afirma que todo o dinheiro usado nos pagamentos já retornaram para a conta da associação.
Segundo o inquérito policial comandado pelo delegado Kleyton Manoel Dias, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, Welton Júnior e Túlio Cezar invadiram o celular e computadores do padre Robson para obter informações pessoais e profissionais. Usando perfis falsos, eles se apresentaram como detetives que haviam sido contratados para investigar o religioso e passaram a exigir dinheiro para não divulgarem o que haviam descoberto e destruírem as informações.
Veja a seguir a íntegra da nota da Afipe:
“Sobre a decisão do juiz Ricardo Prata, da 8ª Vara Criminal de Goiânia, que condenou criminosos que tentaram extorquir o missionário Pe. Robson de Oliveira, a assessoria de Comunicação da Associação Filhos do Pai Eterno informa:
1º) Quando o padre foi vítima de extorsão de mensagens falsas criadas contra ele, imediatamente acionou a Polícia Civil de Goiás, que entrou no caso para prender os bandidos;
2º) A entrega de dinheiro no episódio foi orientada e supervisionada pela Polícia Civil a fim de identificar e localizar todos os criminosos. A Associação não teve nenhum prejuízo financeiro e todo o valor já voltou para a instituição;
3º) A Polícia Civil fez perícia sobre todo o material usado para extorquir o padre e concluiu que todas as mensagens foram criadas, por aplicativos e sites próprios para simular conversas e criar Fakenews, como, por exemplo, o WhatsFake.
4º) Os criminosos fazem parte de uma quadrilha profissional e a condenação ocorreu também pela prática de crimes contra outras pessoas e entidades.
5º) A Associação Filhos do Pai Eterno esclarece que, até o momento, não havia se manifestado, pois estava atendendo a uma determinação judicial, a qual decretou o sigilo absoluto do processo. Somente na data de hoje, vem a público para prestar estas informações, porque, juntamente com a condenação, o juiz levantou o sigilo da ação penal.
6º) A Associação agradece o trabalho da Polícia Civil do Estado de Goiás, do Ministério Público de Goiás, e elogia a decisão da Justiça, que restabeleceu a ordem, mostrou a verdade e fez a verdadeira justiça. 7º) Mesmo com a condenação e prisão, que são corretas e devem ser cumpridas, Padre Robson reza pela conversão e salvação destas pessoas que escolheram o mundo do crime para viver. Este episódio só prova que o mundo precisa cada vez mais de oração e atitudes de amor e paz.”